Tenho meus temores em relação ao que Caetano Veloso chama de “onda de desqualificação da dimensão política”, aquele tanto-fez-tanto-faz que atinge boa parte dos universitários e jovens estudantes do país.
No livro Da Sedução, o filósofo francês Jean Baudrillard procura demonstrar que a dita revolução sexual não foi de fato uma revolução, mas apenas deu continuidade à sexualidade anatômica e fálica descrita por Sigmund Freud.
“Um artista não precisa sofrer para mostrar sofrimento, ele só tem que entender o sofrimento. A intuição é o principal instrumento de um artista. Minhas histórias refletem o mundo real, e vivemos num mundo negativo”. disse David Lynch, em passagem pelo país.
O dramaturgo norueguês Henrik Ibsen dizia que o lar é onde o coração do homem cria raízes. Cabe a questão: ainda que esse homem trilhe caminhos distantes daquele que o projetou, poderá tal raiz suportar firmemente os mandos e desmandos do tempo?
Andei com minha cabeça pelas tabelas, mas a edição nº 008 finalmente diz presente. Cada vez mais atraído pelos estados alterados da consciência, o mundo jornalístico, real, trava disputas memoráveis com o fantástico e o romanceado em minha mente.
Por muito pouco a edição nº 007 da Revista Wave não existiu. A verdade é que fui acometido por um rigoroso ataque de bronquite, que me deixou fora de ação por alguns longos e turbulentos dias, em pleno feriado.
“O Brasil é, na verdade, um país sério demais”. A frase, dita pelo nosso entrevistado da semana, o talentoso cartunista Arnaldo Branco, veio como que clarear certas indagações a respeito da produção cultural brasileira
Essa é, definitivamente, a mais brasileira edição da Revista Wave. E também a edição com mais referências ao cinema nacional. E também o mais próximo que chegamos do nosso ideal de jornalismo cultural. E só Deus sabe como o trabalho é difícil.
Em 2003, no centro cultural Estação Botafogo, no Rio de Janeiro, um pipoqueiro resumiu as angústias do brasileiro. “A tecnologia tem um problema. Quando o pobre alcançar o mundo do rico, o mundo explode”.
“The press is depress”, afirmou Hunter Thompson, aquele para qual o jornalismo e objetividade combinavam tanto quanto Lady In Satin, de Billie Holday, em micareta baiana. A pressão atinge a todos nós, meus caros amigos, e um emaranhado delas sobrevoaram nossas cabeças nesse mês de março