Especiais
A sinceridade religiosa
7 de Novembro de 2009 | por Revista Wave
Não encontro uma definição precisa para as pretensões do texto abaixo. Ainda que o debate desenvolvido em um Congresso de Pastores da Igreja Batista conduza as minhas reflexões, não afirmaria que a religião é o objeto de estudo do artigo. Mais correto é dizer que, assim como Montaigne em seus Ensaios, mantenho um diálogo cúmplice e implacável comigo mesmo a respeito da sinceridade de motivações (espirituais, artísticas e, claro, religiosas) do ser humano intelectual nos dias que se seguem. Adianto que não há qualquer embasamento científico: o texto-ensaio-artigo não é uma tese acadêmica. Nem sequer é uma reportagem jornalística: minha maior preocupação é evidenciar a existência de uma discussão que considero de importância inigualável e que, acredito, interesse a muitos dos leitores da Revista Wave. Leia como se estivéssemos conversando, seja você cristão, ateu ou mesmo agnóstico, seja para concordar, discordar ou simplesmente ignorar. Creio, porém, que o texto possa ter alguma utilidade no desenvolvimento da sinceridade pessoal de cada um.
[”João Batista Pregando”, de Pieter Bruegel, O Velho, em 1601 - Domínio Público]
ENSAIO SOBRE A SINCERIDADE RELIGIOSA EM NOSSOS TEMPOS
Daniel Faria
Editor-Chefe da Revista Wave
Na última segunda-feira, Dia de Finados, estive no Congresso da Igreja Batista do Centro, em Garça, cidade do interior de São Paulo. No encontro, compareceram pastores e membros de diversas igrejas do estado paulista. Tratava-se de um evento programado para discutir assunto em voga aos batistas de todo o mundo: sob o título “Sendo uma Igreja Neo-Testamentária no Mundo Pós-Moderno”, o ancestral debate entre a tradição religiosa e a constante transformação de pensamento da sociedade contemporânea presenteou-me com teorias que os ateus fanáticos jamais acreditariam existir dentro de uma associação cristã.
Acompanhei três das quatro palestras/pregações (atrasado, perdi a abertura). O pastor Valdir, dirigente de uma igreja da cidade de São Paulo, pregou sobre a manutenção da pureza doutrinária da Igreja Batista, esta denominação conhecida entre os cristãos por seu extremo sectarismo e pelo vigor em discordar radicalmente de opiniões contrárias ou “leituras mundanas” da Bíblia. Valdir enfatizou a tradição desta igreja que, de acordo com os registros históricos, desde o século XVII mantém algumas particularidades não encontradas em qualquer outro lugar. Não batizam crianças, creem na separação entre Igreja e Estado, pregam a liberdade de consciência do indivíduo (o livre-arbítrio) e a salvação para a vida eterna pela graça de Deus. Suas doutrinas são opostas tanto à Igreja Católica quanto às demais associações evangélicas e protestantes.
Em seguida, o pastor Neil, também da cidade de São Paulo, usando-se de referências da física quântica, da Teoria da Relatividade, da psicanálise freudiana, da literatura modernista e outras questões científicossociais, procurou definir a “condição pós-moderna” aos presentes, muitos dos quais eram completamente leigos a tantos conceitos não muito comuns em cultos e pregações. Sua intenção era expor o descrédito humano em quaisquer ideologias de nossos dias; tudo é tese e antítese; quando se pode relativizar e contra-argumentar qualquer teoria, em qual devemos nos basear? Se o ciclo de perguntas e respostas é infindável, como permanecer íntegro diante de crenças que são rebatíveis em todo o canto?
A fé batista na excelência da palavra de Deus seria a resposta, argumenta o pastor Neil, em critérios que muito se assemelham aos utilizados pelo crítico literário Harold Bloom para definir a influência de Shakespeare em toda a literatura criada após o século XVII em O Cânone Ocidental, seu mais aclamado livro. A obra do Bardo de Avon está sempre à frente de todos nós, conceitual e imageticamente falando, quem quer que sejamos e onde quer que estejamos, acredita Bloom; ela torna-nos anacrônicos porque ela contém-nos, não há como subsumi-la. Os mesmos argumentos referem-se, segundo a fidelidade batista, à Bíblia Sagrada; em suas páginas, previra-se – e prevenira-se – todas as dúvidas e conflitos existenciais da intelectualidade humana.
A última palestra, administrada pelo idealizador do congresso, pastor Samuel, da Igreja Bastista do Centro de Garça, buscou sintetizar a noção de pureza doutrinária defendida pelo pastor Valdir e a concepção pós-moderna analisada pelo Pastor Neil e, de maneira emocionada mas nada irracional, explicitou a angústia da adequação entre tal tradição (“a verdade absoluta bíblica”) e a “falta de garantias” (ideológicas, sociais, artísticas, científicas e espirituais) de nossos tempos. Preservar-se na santificação pessoal (“Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”, Salmos, cap. 1, vers. 1 e 2), mas sem abandonar a evangelização (“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”, Mateus, cap. 28, vers. 19) de uma comunidade descrente e incrédula: tal é o dilema dos pastores batistas.
Como não parecer retrógrado e antiquado, quando cada indivíduo cria, baseado em sua vivência e ambiente, uma linha de vida personalizada? A parcela batista mais conservadora rejeita a música gospel, o falar de línguas, a baderna durante os cultos e a pregação da prosperidade; seus membros são vistos como intransigentes pelos presbiterianos, católicos, protestantes e evangélicos em geral, que, a cada dia, convertem centenas de brasileiros e enriquecem “em nome de Jesus Cristo”. É possível que a igreja cresça pregando o amor aos incrédulos sem amenizar o discurso cristão?
**********************
Segundo o Dicionário Português Priberam:
Afetação, s. f.
1. Modo de dizer ou de fazer, que não só não é natural, mas até forçado.
2. Destino, aplicação a um fim determinado.
3. P. us. Desejo desordenado.
Sinceridade, s. f.
1. Qualidade de sincero.
2. Misto de franqueza e verdade.
Adequação s. f. (latim adaequatio, -onis, acção - !ação de igualar)
1. Acto de adequar, moldar
2. Modificação para determinado uso o que estava feito para outro uso. Amoldar.
Os três substantivos acima – Afetação, Sinceridade e Adequação – são conceitos primordiais para a reflexão que planejo expor ao leitor no presente texto. Usei-me do debate religioso presenciado no feriado, visto que a ideia da espiritualidade ainda é o emblema da atribulação mais densa e profunda da mente humana, que é a vida após a morte terrena, para exercitar um questionamento propício à maturidade intelectual: a prática do conceito subjetivo de verdade em conflito com o ambiente distorcido e incolor dos nossos tempos.
Há, na análise da Pós-Modernidade do pastor Neil, um contraste claro com a pureza do discurso doutrinário do pastor Valdir. A convivência entre a verdade e a franqueza da tradição bíblica – que chamaremos de a Sinceridade batista -, ainda que seus membros meditem de dia e noite na lei do Senhor, é repleta de obstáculos, visto que a multiplicidade de ideologias, que chamaremos por sua vez de a Afetação da Pós-Modernidade, recria novos formatos para a paisagem inédita de cada ano, década ou século.
Se no íntimo do Pastor Samuel a verdade absoluta da Bíblia repele tais obstáculos ao constatá-los e repreendê-los, a exteriorização de tal verdade é de uma dificuldade atroz: a igreja deve ser sensível ao mundo (“O exegeta aplica o significado original do texto, o expositor aplica-o ao mundo contemporâneo”, escreveu o inglês John Stoot), sem permitir, porém, a Adequação da Palavra de Deus, ou seja, sem consentir no amoldamento da mensagem substanciosa em prol de um falso maior alcance. Deve-se pregar o aculturamento do indivíduo dentro da igreja, e não o contrário.
**********************
Repito, mais uma vez, que uso o exemplo da discussão religiosa para promover conceitos do embate entre tradição e modernidade pela historicidade do debate e por sua mobilização social e econômica. A arte também é repleta de tais enfrentamentos: desde a veneração do poeta T. S. Eliot diante da tradição literária (”time present and time past/are both perhaps present in time future/and time future contained in time past”), passando pelo desprezo do filósofo Theodoro Adorno em relação ao jazz americano ou, em um exemplo mais recente e próximo, o Tropicalismo de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que procurava invadir todas as estruturas musicais para rompê-las no instante seguinte, o passado e o futuro se digladiaram em centenas de momentos durante a história da humanidade. Mesmo a política atual, que ecoa Maquiavel constantes vezes, ou a revisão do liberalismo de Adam Smith no planejamento econômico dos países desenvolvidos, é difícil questionar o já citado T. S. Eliot quando escreve que “apenas se constrói com lucidez sobre o passado”.
Porém, nas últimas décadas, algo mudou. A tensão que envolve os tradicionalistas – ou conservadores, ou reacionários; cada um concebe seu oposto com referência na própria opinião e este é o grande problema – não é mais o medo da ruptura, mas sim o desprezo por sua Sinceridade. Não se procura mais a Adequação, porque sequer existe o conceito de Afetação; há, agora, novas palavras-chave que simbolizam a dessensibilização do cidadão pós-moderno: o Individualismo, o Hedonismo, o Pragmatismo e a Superestimulação.
Não há uma data precisa que simbolize o início do Pós-Modernismo. Particularmente, acredito que a desilusão que o caracteriza demonstre maior proeminência no instante entre a disseminação da AIDS e a queda do Muro de Berlim: tais momentos representam à perfeição a falta de motivação (AIDS x amor livre e muro de Berlim x bipolarização de ideologias políticas) e, consequentemente, a opção pela funcionalidade e o descarte a qualquer empecilho moral que retarde a satisfação pessoal.
Além das palavras-chave citadas, o Pluralismo talvez seja o conceito que melhor explique a inutilidade da Adequação da tradição no mundo contemporâneo. Não há um quadro ideológico homogêneo, como na Idade Média, quando a Igreja era absoluta; o que existe é a concepção filosófica de que há diversos princípios universais, em oposição ao monismo, que reduzia toda a realidade a um único princípio. Agora, coexistem cosmovisões divergentes e qualquer coisa que se entenda como salvação (espiritual ou não) é alcançada através de uma quantidade enorme de condições e de meios.
E quais são tais meios? Neste momento, a discussão assume um caráter de intensa complexidade para mim como estudante de jornalismo e editor de uma revista virtual de cultura. Vivemos em uma época não-verbal; se o respeito à tradição passa obrigatoriamente pela preservação da palavra escrita, uma sociedade que é estimulada a todo tempo pelo apelo visual tende a ignorar solenemente a rusticidade da leitura. Por outro lado, com a Adequação supostamente necessária para a adaptação ao ambiente em que se vive, afetaremos de tal maneira a Sinceridade (nossa franqueza, nossa verdade ancestral) que, pergunto-me: teria valor abandonar o papel de resistentes à “convergência de divergências” para acomodar-se ao lado das outras (não-)teorias e (não-)verdades do infinito espaço do Pluralismo?
Creio que estejamos próximos não de uma solução, mas da conclusão que nos é possível resumir em tempos confusos e mutáveis como os atuais. Não resisto ao uso da metáfora: após toda uma vida no campo, um vendaval assola nossas plantações; é sensato decidir abandonar a fazenda no exato instante que a turbulência ainda não se dissipou e não conhecemos ainda os estragos que causará?
Na confusão e incoerência, o que nos resta é a determinação e o rigor em optar pela manutenção da Sinceridade, ainda que a Afetação seduza a favor da prática da Adequação. O pastor da Igreja Batista Getsêmani, Davi Lago, acredita que devemos carregar a Bíblia em uma mão e o jornal em outra. Concordo, com a ressalva de que as notícias são efêmeras, repetitivas e, mais do que nunca, editáveis e dignas de revisões. A Bíblia – assim como Hamlet, Otelo, as Variações Goldberg, Guerra e Paz e a Sinfonia nº 9 – é eterna. Se a Igreja Batista preza pelo respeito integral e literal à palavra sagrada de Deus, sua corrupção em prol da Adequação é prejudicial à sua própria sobrevivência como associação religiosa.
Em tempos incertos, o imutável é um bem da maior preciosidade. Albert Eistein, o autor da Teoria da Relatividade, disse certa vez que “além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos”. E rebato quem estigmatiza o defensor da tradição com pré-conceitos como reacionário ou direitista: há na universalidade do tempo e do espaço a preservação natural de verdades absolutas, ainda que haja aqueles que se deslumbrem com a excentricidade de sua geração. A parcela conservadora batista, que crê na Bíblia como a representação escrita de tal verdade absoluta, e que, diferentemente de qualquer outra igreja, teoricamente (e repito: teoricamente) baseia seus preceitos no que ali encontra, com a fé que lhes é notável, devem aceitar de bom grado o caráter sectário e esnobe que lhes conferem: são eles os guardiões da tradição e respeito à palavra sagrada de Deus.
Encerro o artigo aqui. Em um dos trechos mais lindos do Novo Testamento, o apóstolo Paulo visita a praça do mercado de Atenas e encontra-se com filósofos epicureus e estóicos. Diz ele: “Homens atenienses, em tudo vos vejo muito supersticiosos. Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio”. A variedade de formatos de pensamento não é um fenômeno tão recente quanto parecea. Assim como a ignorância e o desprezo à verdade absoluta não são características apenas da humanidade do século XXI.
**********************
_ leia também:
_ A existência humana na obra do “maior escritor americano de todos os tempos”, Saul Bellow, por Daniel Faria
_ Um poético e singelo James Joyce apresenta-se em Música de Câmara, seu primeiro livro, por Cesare Rodrigues
_ Regina Spektor, a artista mais original da década, fala sobre golfinhos e da fé em Deus em seu novo disco, Far, por Daniel Faria


24 de Dezembro de 2009 às 18:22
Olá, interessei-me pelo texto e agora tomo a liberdade de comentá-lo, ainda que tardiamente.
Dois comentários de intróito:
1) Acho que existe uma diferença substancial entre uma suposta e potencial crise da “Sinceridade” (cristã, no caso) no meio cultural letrado e uma crise religiosa que acometeria a patuleia, o povo de escasso provimento intelectual.
A crise destes últimos certamente são mais associadas àquela palheta de “individualismo, hedonismo” etc, que são imanências do nosso próprio mundo atual. Se há crise entre as massas mais populares, é em virtude de um mundo que disvirtua e corrompe por essência. Mas no que tange aos grupos de maior acessibilidade intelectual, a crise é muitas vezes acadêmica, filosófica. Nem sempre ela está ligada às frustrações ou percalços mundanos, mas sim a contramarchas intelectivas, a frustrações epistêmicas.
Isso pra dizer que a “Afetação” da “Pós-Modernidade” não me parece monolítica. Pode ser filosófica, epistemológica e metafísica, como pode ser também empírica e sensitiva. Até porque, falar em pós-modernidade significa exatamente o que? As correntes filosóficas pós-modernas, às quais nem mesmo os letrados tem um acesso hermenêutico satisfatório? Ou simplesmente ao mundo mais contemporâneo e imediato?
Significa também que as “Adequações” seriam diferentes, teriam que ser diferentes. Um mesmo arsenal argumentativo para resguardar a fé cristã não se aplica em frentes tão distintas, em problemas, dúvidas e incertezas sumamente díspares.
Talvez eu tenha dito tudo isso porque associo ‘pós-modernidade’ diretamente à filosofia, daí ter me incomodado, mas talvez não seja esse o sentido que você pretendeu.
2) Sua defesa de uma ortodoxia cristã e batista parece ligeiramente ressentida. Não vejo, nem nunca vi, os batistas revestidos de um “caráter sectário e esnobe”. Vejo isso, sim, na Congregação, que se considera “O povo eleito”, “A igreja”, “Os escolhidos”, de forma literalmente neo-católica. O solifideísmo e o soliescriturismo não são apanágio dos batistas ortodoxos. Pelo contrário, são terreno comum no discurso cristocêntrico mais amplamente propalado, salvo engano.
Agora, desnudando o lugar de onde eu falo, sou estudante universitário e muito recentemente tenho me aproximado da igreja, notadamente a batista, daí meu interesse pelo “texto-ensaio-artigo”. Pessoalmente, considero muito complicada essa sua postura irredutivlmente “sincera”, para usar uma derivação que talvez lhe agrade. Minha experiência já me diz que não se trata simplesmente de ser “fácil” ou “difícil” seguir à risca a doutrina. Existem muitos vetores que te impelem à descrença e ao vacilo, e estou positivamente convencido de que essas questões que te colocam em xeque são muito mais candentes em certas pessoas do que em outras. Ademais, poucas vezes os próprios ortodoxos enfrentam diretamente o questionamento de sua própria ortodoxia. É o abrigo da “tradição”, é uma tautologia: é assim porque é assim. Não abomino a tradição, mas repudio a irrefutabilidade apriorística das ideias ortodoxas, a aceitação passiva e acrítica.
A solução que eu particularmente tenho adotado é manter o cristocentrismo em meu horizonte e suspender juízo acerca do resto. Acredito, entretanto, que um meio de assegurar uma ortodoxia é pela via das experiências espirituais.
Finalmente, eu recomendaria que, havendo interesse, você lesse o livro “The memoirs of God”, de Mark Smith, um católico especialista em Assiriologia e antiga Israel. Inclusive, a epígrafe do capítulo 4 é exatamente o excerto de Elliot que você citou. É um golpe historicista bastante digno em alguns pressupostos soliescrituristas.
Continue escrevendo sobre o tema se lhe aprouver, o quórum é pouco mas é válido.
Abraços,
Pedro.
14 de Janeiro de 2010 às 14:36
Diante da supra citada frase de Albert, o mediunico tradutor do Universo (”…e fez o verbo”= ação divina), Vos Lembro:
“A tradição é a personalidade dos imbecis.” (Albert Einstein)
Questionamentos á tradição de maneira respeitosa e visando adequação ao atual inconsciente coletivo atentam para evolução, portanto ”darwinista” ou wallacista, em detrimento á Adão e sua fêmea, apontada como a ”Desvirtuadora”.
Se o homem foi feito em definitivo, com barro mesopotâmico, para que melhorar?
Porque Evoluir dá prazer, Será pecado? Eu realmente sinto um orgásmico (orgasmo cósmico) durante o aperfeiçoamento, mesmo acreditando que ele deva ser eterno ao quadrado.
Ainda serei um Batista Evolucionista e orarei agradecendo a vontade divina de ”verbalizar” esse Verso que é chamado de Uni.
Mensuremos seu ”verbo”:
Se E=M.C2
E= Energia mensurável da Ação divina
M= 10^54 kg (Massa desse Verso, vide oráculo Google)
C2= 299 792 458 m / s X 299 792 458 m / s (constante da velocidade da luz ao quadrado)
Chegaremos ao resultado:
E= 4.853.277.965.178.810.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
Qual a medida de energia compatível com Kgs e metros mesmo?
Este cálculo leva em consideração um Verso de 13 bilhões de anos luz de diâmetro, que é a parte visível, o que a cada segundo aumenta… portanto a cada momento perceberemos que o ‘esforço’ divino foi maior…
GOD SAVE THE BANG!