Editorial
Editorial nº 012
7 de Outubro de 2008 | por Revista Wave
Como editor-chefe e fundador da Revista Wave, afirmo que possuo preferências políticas e sempre opto por candidatos de maneira clara. Digo por mim, não pelos colaboradores e outros membros da equipe. Tenho meus temores em relação ao que Caetano Veloso chama de “onda de desqualificação da dimensão política”, aquele tanto-fez-tanto-faz que atinge boa parte dos universitários e jovens estudantes do país.
De um lado, os comunistas old school que pregam o voto nulo, de outro, completos desinteressados com os rumos políticos por não acreditarem em mudanças substanciais. Talvez as mudanças não sejam tão significativas quanto sugerem seus candidatos. Mas, ainda assim, nas eleições municipais serão escolhidos os responsáveis pela manutenção da infra-estrutura, da saúde, de parte da educação, do patrimônio da sua cidade, e a descrença e o pessimismo não devem se sobrepor a responsabilidade de cada cidadão em estudar e votar conscientemente no candidato ideal para a maioria da população.
Ainda que a Revista Wave seja um site deveras opinativo e tenha suas próprias convicções, acredito que a nossa maior responsabilidade e dever para com o leitor, que nos ajudou a alcançar a ótima marca de mais de duzentas e vinte visitas diárias, seja a de encorajar a participação política, a de estimular a instigação pela mudança do país usando-se da máquina eleitoral. Vote com atenção, caso sua cidade tenha segundo turno. A esperança, todo mundo sabe, é a última que morre.
Porque é dos jovens estudiosos e preocupados com a movimentação política e cultural do país a responsabilidade de promover novidades benéficas em um cenário tão arriscado e ainda preso a velhos vícios. Como os meninos e meninas responsáveis pela produção do curta-metragem Reflexão, cujos bastidores são o mote da matéria de capa dessa edição. Ou como César Benjamin, o homenageado na seção “Personagem”, o mais jovem militante de esquerda contra a ditadura militar nos anos 60. Porque, – lá vem o clichê – para espírito de mudança e inconformismo contra as problemáticas sociais, não existe idade.
Que Deus nos abençoe.
Aquele abraço,
Daniel Faria
Editor-chefe

