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Além do que se vê
28 de Abril de 2008 | por Joaquim Veloso
O atacante Kléber comemora com Leandro o único gol da vitória palmeirense sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli; empate dá o título aos paulistas
Nessa minha segunda colaboração para a Revista Wave, a revista semanal do meu ilustríssimo amigo Daniel Faria, venho confessar, lá do fundo de minha corintiana alma, que torço avidamente pelo título do Palmeiras no Campeonato Paulista de 2008. Assim como nosso barbudo predileto, o presidente Lula. A razão é simples, amigos. Há tempos que o futebol nacional não vê um time com características tão ofensivas como o formado pelo melhor técnico do país, Vanderlei Luxemburgo.
Atentemos para os detalhes, porque são os detalhes que passam despercebidos pelos ignóbeis. O Palmeiras é dos únicos times no mundo que atuam, compactamente, com dois zagueiros, dois laterais que sabem apoiar e defender no momento exato (um deles, Leandro, é dos grandes nomes do campeonato), um único volante de origem, um meia-atacante atuando como segundo volante (Léo Lima), dois ótimos meias, (Diego Souza e o craque Valdívia) que se dividem na armação e na finalização das jogadas, e dois atacantes de ofício.
Ainda há no banco dois jogadores que podem garantir contra-ataques rápidos e variar a forma do time jogar (os quase-pontas Denílson e Lenny, ótima revelação). O time nunca é estático e sempre pode improvisar jogadas de habilidade pelo meio ou abrir espaço pelas laterais.
O mais importante: sem comprometer o esquema defensivo, já que os laterais nunca apóiam ao mesmo tempo e a noção de cobertura de espaços que Vanderlei confere aos seus jogadores é admirável. E claro, há a proteção do goleiro Marcos, que finalmente voltou a apresentar o futebol que o levou a seleção brasileira e ao título da Copa do Mundo.
E o time, quando funciona, costuma apresentar futebol vistoso. Muito graças ao chileno Jorge Luis Valdívia, o camisa 10, o mais polêmico boleiro da atualidade. Sua facilidade no controle da bola, na condução de jogadas, nos dribles curtos, são artigos raros no futebol brasileiro. Nada mais justo que toda essa combinação conceda o título ao Palmeiras e sirva de exemplo para estimular os rivais, porque a situação andava feia.
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Coluninha rápida e enxuta, porque atrasei demais e futebol é tão veloz que as náuseas que o excesso de informações me causa prejudicam a minha percepção mental. E hoje está quente como em Cuiabá, meu sono está perdido após acompanhar a Virada Cultural esse final de semana em São Paulo (ê Luiz Melodia, coisa linda) e a cachaça é certeira e adormeceu a boa vontade intrínseca ao meu ser. Quem conhece sabe. Mas eu volto para comentar a rodada da Copa do Brasil.
Aquele abraço, moças da Portela.


