Eu, que passei pela transição carta/e-mail, não poderia deixar de sentir uma dorzinha nostálgica. Eu sei o que significa essa perda. Sei o que é errar e rabiscar, rasgar, beijar o papel, escolher selos e – alegria das alegrias – esperar ansiosamente pela chegada do carteiro.
Descontentamento com as publicações digitais, tentativas artísticas frustradas, necessidade juvenil de expressão e mesmo algum talento imaturo; são várias as razões que nos levaram a desejar influir também nessa joça toda.